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Polícia Civil esclarece latrocínio de servidor em Grajaú e identifica envolvidos

Apuração indica morte por asfixia, motivação ligada a dívida e participação de dois suspeitos

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Reprodução PCMA

A Polícia Civil do Maranhão informou, na última segunda-feira (6), que a investigação sobre o latrocínio que vitimou o servidor público Wilasmar Santana, ocorrido em 1º de abril, no município de Grajaú, está em fase final. O caso foi elucidado a partir de uma força-tarefa que reuniu a Delegacia de Grajaú, a Delegacia Regional de Barra do Corda, a Perícia Oficial, o Centro Tático Aéreo (CTA) e a Guarda Municipal.

As diligências começaram ainda na manhã do crime, após a localização de um veículo incendiado com um corpo carbonizado em seu interior. Paralelamente, familiares da vítima procuraram a polícia para comunicar o sequestro e o roubo de bens.

Com o avanço das investigações, equipes atuaram em duas frentes: na residência da vítima, para coleta de vestígios e material genético, e no local onde o veículo foi encontrado, para realização de perícia e remoção do corpo. Peritos do Instituto de Criminalística (ICRIM) e do Instituto de Laboratório de Análises Forenses (ILAF) participaram dos trabalhos, com apoio do CTA.

A polícia também realizou oitivas, levantou informações e solicitou medidas judiciais, como quebra de sigilos telefônico e telemático, além de acesso a dados de provedores de internet. A partir de provas técnicas, imagens de câmeras de segurança e ferramentas de análise com uso de inteligência artificial, foi possível reconstituir a dinâmica do crime e identificar o principal suspeito.

De acordo com a investigação, a vítima foi morta por asfixia, teve seus bens subtraídos e, em seguida, o corpo foi ocultado com a incineração do veículo.

Durante a operação, um adolescente de 16 anos foi apreendido, apontado como executor do crime. Ele confessou participação e indicou a existência de um segundo envolvido. Segundo o relato, a motivação estaria relacionada a uma dívida de R$ 7 mil.

O segundo suspeito, maior de idade, foi preso em flagrante por receptação de bens da vítima. Conforme apurado, sua atuação teria ocorrido na queima do veículo, sem conhecimento prévio da presença do corpo. Ainda assim, ele poderá responder também por dano qualificado mediante incêndio, ocultação de cadáver e favorecimento pessoal.

O adolescente deverá responder por ato infracional análogo aos crimes de latrocínio consumado, ocultação de cadáver e dano qualificado por incêndio.

A Delegacia de Grajaú aguarda a conclusão dos laudos periciais para finalizar o inquérito. Segundo a Polícia Civil, o caso já reúne um conjunto consistente de provas e está praticamente solucionado.

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