Direitos Humanos
Ipea conduz pesquisa para enfrentar a desinformação sobre políticas públicas

Servidores públicos que ocupam cargo em comissão ou função de confiança da administração pública federal devem participar de uma pesquisa inédita sobre os efeitos das campanhas de desinformação na internet contra políticas públicas.
A iniciativa é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os servidores que compõem o universo do estudo receberam, no começo de abril, pelo aplicativo SouGov, um convite para participar da pesquisa.
As respostas serão aceitas até o dia 2 de junho. O preenchimento do questionário leva cerca de 15 minutos. A pesquisa é anônima e confidencial, sem coleta de dados pessoais, e está de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados e com a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Saúde para levantamentos em ciências humanas e sociais.
Além do debate eleitoral
A divulgação do Ipea explica que o interesse sobre o tema se deve ao fato de que “a desinformação deixou de ser um fenômeno restrito ao debate eleitoral ou às redes sociais e passou a impactar diretamente a formulação, a implementação e a legitimidade das políticas públicas”.
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De acordo com o instituto, a pesquisa Desinformação e Políticas Públicas tem os seguintes propósitos:
- mapear como servidores e gestores públicos percebem, vivenciam e lidam com episódios de desinformação no cotidiano institucional, bem como os impactos desse fenômeno sobre os processos de formulação, implementação e avaliação de políticas públicas;
- conhecer efeitos sobre a exposição a informações imprecisas ou enganosas, e as estratégias existentes (ou ausentes) de enfrentamento à desinformação no âmbito dos órgãos federais;
- avaliar a gravidade da desinformação para a sociedade e para as políticas públicas e os impactos da desinformação sobre decisões, comunicação e implementação de políticas.
O relatório final deverá ser apresentado em novembro, após o período eleitoral.
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